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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

Dinâmicas Actuais da Pobreza e da Exclusão Social. Conceptualizações, politicas e intervenções

 

 

 

Este colóquio, Dinâmicas Actuais da Pobreza e da Exclusão Social. Conceptualizações, politicas e intervenções, visa abordar um conjunto de problemáticas em torno da pobreza e da exclusão social que têm tido pouca visibilidade ou que têm sido insuficientemente exploradas do ponto de vista académico. É organizado pela Secção Temática Pobreza, Exclusão Social e Políticas Sociais da Associação Portuguesa de Sociologia (APS) e irá realizar-se no dia 25 de Novembro de 2010, no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

 

Para o efeito, pretende-se mobilizar um conjunto de peritos de reconhecido mérito nacional e internacional nas questões da pobreza e da exclusão social, assim como nas políticas sociais, no sentido de partilhar conhecimentos com um público diversificado de voluntários, dirigentes e técnicos da área da intervenção social, bem como com o público em geral.

 

A entrada é livre, sujeita à lotação da sala (se desejar Certificado este tem um custo de 10€), pedimos-lhe apenas que envie a Ficha de Inscrição devidamente preenchida para pobreza@aps.pt indicando a sua intenção em participar.

 

Veja aqui o Programa e o Cartaz do Colóquio.

União das Misericórdias e CEP em diálogo sobre as «Bases de um Compromisso»

 

 

 

Na sequência da aprovação pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) das «Bases de um Compromisso», a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e Santas Casas de Misericórdia de Portugal “congratulam-se com a aprovação por unanimidade, pela CEP, do acordo alcançado em diálogo com a UMP”.

Numa declaração enviada hoje (12 de Novembro) à Agência ECCLESIA, o presidente da UMP, Manuel de Lemos, sublinha que estes organismos (UMP e Santas Casas) “manifestam a sua disponibilidade para o subscrever logo que a CEP crie as condições necessárias para que as Bases do Compromisso venham a produzir inequívocos efeitos na Ordem Jurídica Canónica, nomeadamente perante terceiros”.

Ontem, em Fátima, no encerramento dos trabalhos da Assembleia Plenária da CEP anunciou-se a aprovação das «Bases de um compromisso» com a UMP, para tentar concluir o diferendo que opõe as duas partes.

D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, confia no acordo com a UMP, assegurando que “o diálogo resolve possíveis coisas que podem parecer mal-entendidos” e que, da parte da Igreja, nunca houve intenção de criar qualquer “guerra”.

“Vamos agir em comum, que é aquilo que nos interessa, e vamos continuar o nosso diálogo”, assinalou, lembrando que na sua história de «cinco séculos», as Misericórdias sempre tiveram um "regime especial".

O diferendo surgiu depois de os Bispos publicaram um Decreto Geral para as Misericórdias, afirmando que as mesmas são “associações públicas de fiéis”, subordinadas, por isso, às autoridades da Igreja. O texto foi aprovado pela Congregação para os Bispos, da Santa Sé, no último mês de Junho.

Actualmente a UMP integra e coordena aproximadamente cerca de 400 Santas Casas de Misericórdia, em Portugal, incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, e apoia a fundação e recuperação de Misericórdias nos Países de Língua Portuguesa (Angola, São Tomé, Moçambique e Timor-Leste) e ainda nas comunidades de emigrantes.

 

Fonte: Agência Ecclesia

São Martinho: mais que castanhas e água-pé

A Igreja recorda a 11 de Novembro um dos santos mais célebres e venerados da Europa, a quem Bento XVI dedicou uma das suas catequeses

Tendo nascido numa família pagã na Panónia, actual Hungria, por volta de 316, foi orientado pelo pai para a carreira militar. Ainda adolescente, Martinho encontrou o Cristianismo e, superando muitas dificuldades, inscreveu-se entre os catecúmenos para se preparar para o Baptismo.

 

Recebeu o sacramento por volta dos vinte anos, mas teve que permanecer ainda por muito tempo no exército, onde deu testemunho do seu novo género de vida: respeitador e compreensivo para com todos, tratava o seu criado como um irmão, e evitava as diversões vulgares.

 

Tendo-se despedido do serviço militar, foi a Poitiers, na França, junto do santo Bispo Hilário. Por ele ordenado diácono e presbítero, escolheu a vida monástica e deu origem, com alguns discípulos, ao mais antigo mosteiro conhecido na Europa, em Ligugé.

 

Cerca de dez anos mais tarde, os cristãos de Tours, tendo ficado sem pastor, aclamaram-no seu bispo. Desde então Martinho dedicou-se com zelo fervoroso à evangelização no campo e à formação do clero.

 

Mesmo sendo-lhe atribuídos muitos milagres, São Martinho é famoso sobretudo por um acto de caridade fraterna. Quando era ainda jovem soldado, encontrou na estrada um pobre entorpecido e trémulo de frio.

 

Pegou no seu manto e, cortando-o em dois com a espada, deu metade àquele homem. Nessa noite apareceu-lhe Jesus em sonho, sorridente, envolvido naquele mesmo manto.

 

Queridos irmãos e irmãs, o gesto caritativo de São Martinho inscreve-se na mesma lógica que levou Jesus a multiplicar os pães para as multidões famintas, mas sobretudo a deixar-se a si mesmo como alimento para a humanidade na Eucaristia, sinal supremo do amor de Deus. (...) É a lógica da partilha, com a qual se expressa de modo autêntico o amor ao próximo.

 

Ajude-nos São Martinho a compreender que só através de um compromisso comum de partilha, é possível responder ao grande desafio do nosso tempo: isto é, de construir um mundo de paz e de justiça, no qual cada homem possa viver com dignidade.

 

Isto pode acontecer se prevalecer um modelo mundial de autêntica solidariedade, capaz de garantir a todos os habitantes do planeta o alimento, as curas médicas necessárias, mas também o trabalho e os recursos energéticos, assim como os bens culturais, o saber científico e tecnológico.

 

Bento XVI (11.11.2007)

Fonte: Agência Ecclesia

Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, informa sobre a Pobreza e Exclusão Social

 

Vivemos tempos difíceis, existem muitas famílias com grandes dificuldades, o desemprego nalguns casos inesperado, a falta de recursos para ultrapassar as necessidades do dia-a-dia, conduz-nos a um dilema sem procedentes, que as Instituições, Misericórdias e IPSS, tentam desdobrar-se em múltiplas respostas, que não chegam, que não dão resposta às inúmeras famílias que procuram ajuda, diariamente nos batem á porta, e cada um que chega, é novo na aflição que vive, e mais um no enorme caudal de necessitados que a sociedade de hoje tem, que a economia do país criou.

 

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, criou um departamento próprio para este tipo de atendimento, uma Assistente Social e um Voluntário, organizam processos e tratam de toda a logística até á entrega dos produtos vindos do Banco Alimentar Contra a Fome, temos consciência que no meio fica um vazio para alem da muita procura e da pouca oferta, que muitas das vezes acontece, a Santa Casa na última distribuição entregou muitos produtos adquiridos pela Instituição, porque são tantas as famílias e poucos os produtos vindos do Banco Alimentar Contra a Fome.

 

No entanto queremos e devemos referir, que como em toda a sociedade, existe o necessitado, e o que se diz necessitado, o desonesto que muitas vezes prejudica uma obra, aquele que nos procura com falsidade, que exige, que não sabe agradecer o que lhe é ofertado, e que depois de recolhido o bodo, vai dá-lo a outro dizendo que tem a dispensa cheia. È lamentável que o homem tenha tanta falta de humanidade, é lamentável o egoísmo e o uso da boa fé de quem dá.

 

Torres Vedras tem uma grande comunidade de pessoas necessitadas, e pior tem uma comunidade de pobreza envergonhada, aquele que passa fome e tem vergonha de pedir, tem a mãe que em desespero apela pelo leite para os filhos, porque nada mais tem para lhe dar.

 

A Santa Casa da Misericórdia distribui mensalmente na 1ª semana do mês os produtos alimentares, pedimos colaboração dos comerciantes da nossa zona que nos ajudem nesta missão a favor do próximo, existe sempre uma parte que podemos dispor a favor do outro, para um não faz falta, para o outro é o tudo que lhe faltava.

 

No nosso concelho existe tanto campo á espera de alguém que o cultive, porque não deixar um vizinho em dificuldade semear uma batata, um feijão…

 

Em tempos não muito remotos o Governo Civil distribuía leite para as crianças do mês até ao ano, um programa de primordial importância para tantas famílias, que infelizmente também acabou sem uma explicação.

 

Aproxima-se o Natal, a quadra da alegria e da maior tristeza para quem nada tem, como será a dor de um pai que não tem comer na mesa, que não sabe por quanto tempo vai ter um teto porque não tem dinheiro para a renda, a luz está cortada, a água não corre, e as lágrimas das crianças que não sabem o que aconteceu, a dor no olhar de quem julga que foi mau porque o Pai Natal não deixa o presente sonhado, como pode uma sociedade ajudar tantos pais nesta situação?

 

Peço a todos que dêem as mãos, vamos nos ajudar mutuamente, vamos dar ao outro e receber a alegria de partilhar

 

Vasco José Augusto Fernandes - Provedor

Auxílio alimentar das Misericórdias triplica

Já não são só os idosos, os desempregados ou pobres que pedem alimentos ou procuram as cantinas das instituições sociais. Também há pais de família e jovens com emprego.

Apesar de ainda não se fazerem sentir os efeitos do Orçamento de Estado que foi debatido no Parlamento esta terça-feira, o aumento da pobreza e o número de famílias necessitadas de apoio elementar, como o auxílio alimentar, não pára de crescer.

 

Segundo o Jornal de Notícias, o Banco Alimentar Contra a Fome já presta apoio a mais 40 mil pessoas e mais 750 instituições do que no ano passado. No total, cerca de 300 mil recebem auxílio alimentar daquela instituição.

 

Também os utilizadores da cantinas das Misericórdias Portuguesas praticamente triplicaram – aumentaram entre 200 e 250%. Crescem também pedidos de ajuda de pessoas empregadas que procuram cabazes alimentares.

 

De facto, as instituições têm sido surpreendidas pelo perfil de quem pede ajuda: já não são apenas os idosos, os desempregado ou indigentes. "As pessoas que nos pedem ajuda são cada vez mais pais de família, são cada vez mais jovens, são cada vez mais pessoas empregadas", disse ao JN Manuel Lemos, presidente da União da Misericórdias Portuguesas. "O emprego já não é garantia suficiente para retirar uma pessoa duma situação de pobreza", lamenta.

 

Também procuram auxílio desempregados que perderam o direito ao subsídio de desemprego e que, com as novas medidas, deixaram até de ter o suporte do RSI.

 

Recorde-se que, segundo o INE, 1,9 milhões de pessoas vivam numa situação de risco de pobreza em 2009.

 

Fonte: esquerda.net

 

 

"Insatisfeito com ajuda recebida " Santa Casa esclarece

Esclarecimento sobre notícia publicada no passado dia 22, no Jornal Badaladas, na qual é referenciada a Santa Casa da Misericórdia e o Banco Alimentar Contra a Fome.

 

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras sempre esteve ao lado dos mais necessitados, prestando-lhes apoio sempre que solicitado pelo próprio ou por outros organismos, tais como Segurança Social ou Câmara Municipal.

 

O nosso auxílio é variável consoante a solicitação, a necessidade e a nossa própria disponibilidade, mas sempre presentes. Há décadas que esta instituição tem uma parceria com o grupo de senhoras Vicentinas, em que é efectuada uma distribuição mensal de produtos alimentares por famílias do concelho, sendo o grupo responsável por todos os procedimentos, cabendo à instituição uma comparticipação financeira na aquisição dos produtos.

 

No Natal efectuamos a já tradicional distribuição de cabazes de Natal, em que tentamos ser justos nas entregas efectuadas, recorrendo para isso às Juntas de Freguesia do concelho, ficando a instituição com a distribuição na cidade e aldeias limítrofes.

 

Num total, distribuímos anualmente cerca de 350 a 400 cabazes. Actualmente, a procura de ajuda teve um aumento de mais de 200 por cento. Na tentativa de dar uma resposta a essa franja da sociedade, a Misericórdia assinou uma parceria com o Banco Alimentar Contra a Fome, em que toda a logística está a nosso cargo, sendo os produtos a distribuir dados pelo Banco.

 

Os géneros alimentícios que António Oliveira recebeu A Misericórdia não tem outra forma de ajudar neste contexto sócio-económico em que todos nos encontramos, os custos que acarreta a parte que nos cabe já é elevada, não nos permitindo outra ajuda suplementar. No entanto, temos que referir que, como tudo o que é dado, existem meses mais abundantes que outros, pelo que quando vem muito os sacos vão repletos, quando recebemos menos o saco vai mais vazio.

 

Cabe-nos apenas a distribuição equitativa dos produtos recebidos pelos agregados familiares auxiliados. Compreendemos a revolta de quem precisa, mas eles também têm de compreender que não temos culpa da situação e só cá estamos a tentar ajudá-los da melhor forma que nos é possível. Muitas vezes as pessoas que estão a atendê-las são agredidas verbalmente, sem culpa do infortúnio de cada um.

 

A Mesa Administrativa poderá ponderar esta situação acabando com o protocolo com o Banco Alimentar Contra a Fome, pois estão a atingir uma instituição que é apenas intermediária. Não somos nós que doamos os produtos, apenas distribuímos o que nos é dado, mas ao tomarmos esta medida de pôr fim a uma parceria vamos atingir muita família que não tem culpa do que está a ser comentado na comunicação social.

 

A Santa Casa da Misericórdia não tem qualquer receio, nada tem a esconder, tudo o que fazemos é procurar ajudar na medida que nos é possível, mas por muito que queiramos não podemos dar o que não temos. As famílias, ou quem quer que seja, quando lhes toca uma fatalidade de desemprego ou doença, devem ter a noção de restringir os seus hábitos sociais, para que o choque da falta de comer seja minorado junto das crianças, que sem culpa são atingidas. Depois devem recorrer aos organismos superiores como Segurança Social, Centro de Emprego, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, solicitando ajuda consignada na Constituição Portuguesa.

 

Lamentamos a fome de muitas famílias, lamentamos toda a situação, só pedimos que compreendam a nossa posição, nem sempre ajudar é fácil. Poderíamos fazer vários comentários sobre a notícia, mas apenas desejamos que a família em questão encontre rapidamente a estabilidade sócio-económica, para bem das crianças e descanso dos pais.

 

O PROVEDOR, VASCO FERNANDES

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