Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

JUSTIÇA SOCIAL, ALICERCE DA ESTABILIDADE

 

Oitenta por cento das pessoas no mundo carecem de proteção social adequada e as desigualdades globais disparam. Hoje, 20 de fevereiro, é o Dia Mundial da Justiça Social. O mundo é convidado a uma nova era de justiça social que ofereça serviços básicos, empregos decentemente remunerados e garantias para os pobres, vulneráveis e marginalizados.

A mensagem divulgada para a data pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abrange este ano o tema da ‘proteção social’, destacando especialmente a vulnerabilidade da mulher neste contexto. 

Ban cita as 18 políticas de proteção social inovadoras lançadas este ano pela OIL (Organização Internacional do Trabalho) e o PNUD (Programa das NNUU para o Desenvolvimento); e recorda que para obter os Objetivos do Milênio, é necessário reduzir as desigualdades e a exclusão social, o que se faz somente com sistemas de proteção social. 

“A justiça social é mais do que um imperativo ético, é um alicerce para a estabilidade nacional e a prosperidade global” - frisa. E neste sentido, Ban pede ao mundo ações firmes contra toda forma de discriminação religiosa, étnica e econômica. O Secretário-geral da ONU conclui: 

“A justiça social é fundamental para maximizar o potencial de crescimento com igualdade e minimizar o risco de desordem social. Juntos, devemos acolher este desafio e garantir que nosso trabalho pelo desenvolvimento sustentável assegure a justiça social para todos”.

 

Fonte: Rádio Vaticano

O desafio de uma sociedade envelhecida

 

Há dias, demógrafos alemães afirmaram que uma em cada duas crianças que nasceram no país já neste século viverá mais de cem anos. Eis, condensada numa ideia forte, a grande tendência de fundo das sociedades ocidentais de um contínuo envelhecimento das suas populações.

 

Conjugada com uma natalidade insuficiente para a simples reposição de gerações, avançamos para uma realidade na qual os idosos ganham continuamente mais peso na sociedade.

 

As respostas orçamentais, de ordenamento territorial, de rede de cuidados continuados e centros de convívio e de habitação, o envelhecimento activo, as redes sociais de apoio domiciliário a idosos isolados, toda uma nova gama de bens, de serviços e actividades direccionados para uma terceira idade cada vez mais presente nas cidades e vilas do país – tudo isto vai ter a marca do reforço nas próximas décadas, sob pena de passar ao lado das grandes transformações demográficas pelas quais vai passar a nossa sociedade.

 

A projecção a 50 anos indica que o peso acrescido com as despesas do envelhecimento da população são comportáveis, com as regras em vigor na Segurança Social. Desde que a economia volte a uma toada de crescimento continuado e se promova uma política sensata de imigração, capaz de atenuar o défice de 50 mil nascimentos em cada ano.

 

Muito mais do que o encargo com as PPP ou com o serviço da dívida, é esta deriva geracional que tem de merecer uma política de consenso nacional, para que se previna e se prepare com tempo algo que inexoravelmente vai onerar o bolso e marcar a vida dos nossos filhos ou netos, que nasceram depois do ano 2000.

 

Fonte: Diário de Notícias

Edição de 18 Fev 2011

Solidariedade: Igreja pede maior atenção para os casos de «solidão»

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apelou aos católicos de todo o país para que procurem “oferecer à comunidade um tempo de gratuidade ao serviço dos outros”, como voluntários, particularmente junto das pessoas “sós”.

 

O apelo é deixado na nota pastoral sobre o Ano Europeu do Voluntariado, hoje divulgada, com o título «Voluntariado e nova Consciência Social».

 

O documento destaca a importância do voluntariado “na resposta a situações de pessoas sós que necessitam de visita e companhia, de ajuda em diversos serviços”.

 

Os bispos saúdam o “crescimento de uma nova consciência social, que está na base do voluntariado”.

 

“A atenção generosa e gratuita de muitos cidadãos ao bem do próximo revela uma cultura de solidariedade e abertura ao outro, capaz de indicar uma nova política nacional e internacional; a verdadeira concepção de vida solidária é chamada a superar os riscos de novas e velhas injustiças”, pode ler-se.

 

Neste contexto, a CEP critica uma “mentalidade centralista e estatizante, presente em diversos organismos públicos, que bloqueiam, tantas vezes, as energias da comunidade local e das redes de proximidade”.

 

“Manifestamos o nosso profundo reconhecimento e apreço pela multidão de voluntários que dão firmeza à esperança neste tempo exigente de novo humanismo”, apontam os bispos.

 

Em conclusão, a nova nota pastoral deixa votos de que o ano de 2011 “constitua uma oportunidade para os cidadãos, nomeadamente os cristãos, com especial referência aos mais novos, a serem expressão do amor gratuito de Deus pelos últimos”.

 

Fonte: Agência Ecclesia

Helena André: Parcerias entre o Estado e instituições privadas “são virtuosas”

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, considerou hoje que as parcerias entre o Estado e as instituições privadas de solidariedade “são virtuosas” no seu papel social e, sobretudo, no combate ao desemprego.

 

“É muito importante que se possa aliar a construção de equipamentos sociais, com objetivo de melhorar a qualidade de vida das famílias e utentes, à criação de novos postos de trabalho, sobretudo em meios mais pequenos do país”, disse.

 

No final da inauguração e bênção do Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Leomil, no concelho de Moimenta da Beira, Helena André disse aos jornalistas que, durante o período de construção dos mais de 800 equipamentos sociais em curso no país, serão temporariamente empregadas mais de 16 mil pessoas.

 

“Para além do papel social, em que é dada resposta a famílias e utentes, apoia a luta contra o desemprego, que é um flagelo da nossa sociedade”, sublinhou.

 

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social apontou que depois dos mais de 800 equipamentos sociais previstos para o país estarem em funcionamento serão criados mais de 14 mil postos de trabalho permanentes.

 

Fonte:Destak/Lusa

 

Solidariedade: Linha de crédito bonificada para a «economia social»

 

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social publicou hoje uma portaria que define as regras de uma linha de crédito “bonificada e garantida”, específica para as entidades que integram o sector social.

 

O documento apresenta o programa de apoio à Economia Social (SOCIAL INVESTE), que tem como objectivo “incentivar as entidades que integram o sector social ao investimento e ao reforço da actividade em áreas existentes ou em novas áreas de intervenção, na modernização dos serviços prestados às comunidades, na modernização de gestão e no reforço de tesouraria”.

 

A portaria publicada em «Diário da República» precisa que a linha de crédito se destina a instituições particulares de solidariedade social, mutualidades, misericórdias, cooperativas, associações de desenvolvimento local e outras entidades da economia social sem fins lucrativos

O financiamento máximo por entidade não pode ser superior a 100 mil euros e tem como limite 95% do montante envolvido no projecto.

 

Fonte: Agência Ecclesia

Cavaco Silva pede mais atenção à solidariedade social - Presidente da República destaca respostas dadas pelas IPSS

 

 

O presidente da República, Cavaco Silva, desafiou os poderes públicos e a sociedade civil a assumirem como prioridade a resolução das situações de emergência social face ao aumento do desemprego e de novos tipos de pobreza.

 

"É uma questão de dignidade humana, de permitir que cada português tenha o mínimo de dignidade nas condições de vida do seu dia-a-dia", afirmou, no encerramento da conferência «Portugal Solidário», organizada pela Fundação Manuel António da Mota e pela TSF-Rádio Jornal.

 

Cavaco Silva sublinhou os "tempos difíceis que correm, em que todos os dias as instituições de solidariedade social são confrontadas com solicitações em resultado do aumento substancial do número de desempregados no país, do aumento das situações de pobreza, de emergência dos novos pobres, de situações de carência alimentar e de reduções bruscas de rendimentos de algumas famílias, acompanhadas muitas vezes de excessos de endividamento".

 

O presidente da República lembrou as suas visitas às instituições de solidariedade social, nas quais diz ter detectado "boas práticas de inovação social, esforços que são desenvolvidos tendo em vista usar de forma mais eficiente os recursos que são sempre escassos”.

 

“Vale a pena hoje dar visibilidade a esta nova geração de políticas que procuram responder às novas necessidades sociais”, acrescentou.

 

Cavaco Silva elogiou "todos, técnicos e outro pessoal, que nas mais variadas organizações de solidariedade se dedicam aos outros, dando o melhor de si próprios" na ajuda aos desfavorecidos.

 

"Todos eles são credores da nossa homenagem, merecedores do nosso apreço no trabalho que fazem para diminuir a situação de emergência social", disse o presidente, que sublinhou ainda o papel dos "milhares de voluntários que se dedicam ao compromisso cívico e solidário".

 

Perante os representantes das entidades finalistas, Aníbal Cavaco Silva entregou o Prémio «Manuel António da Mota» à Associação Sócio-Terapêutica de Almeida, de Cabreira, Almeida, no distrito da Guarda, nas mãos da sua presidente, Maria José Fonseca.

 

Fonte: Redacção/Lusa

Banco Alimentar: campanha a 27 e 28 de Novembro

O Banco Alimentar promove uma campanha de recolha de alimentos, em supermercados e superfícies comerciais, nos dias 27 e 28 de Novembro.

 

Em simultâneo, prolongando-se até 5 de Dezembro de 2010, tem lugar a Campanha "Ajuda Vale", que permite a recolha de alimentos sob a forma de vales que representam seis produtos básicos à alimentação.

 

Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite uma simplificação dos procedimentos logísticos.

 

Fonte: Agência Ecclesia

 

 

São Martinho: mais que castanhas e água-pé

A Igreja recorda a 11 de Novembro um dos santos mais célebres e venerados da Europa, a quem Bento XVI dedicou uma das suas catequeses

Tendo nascido numa família pagã na Panónia, actual Hungria, por volta de 316, foi orientado pelo pai para a carreira militar. Ainda adolescente, Martinho encontrou o Cristianismo e, superando muitas dificuldades, inscreveu-se entre os catecúmenos para se preparar para o Baptismo.

 

Recebeu o sacramento por volta dos vinte anos, mas teve que permanecer ainda por muito tempo no exército, onde deu testemunho do seu novo género de vida: respeitador e compreensivo para com todos, tratava o seu criado como um irmão, e evitava as diversões vulgares.

 

Tendo-se despedido do serviço militar, foi a Poitiers, na França, junto do santo Bispo Hilário. Por ele ordenado diácono e presbítero, escolheu a vida monástica e deu origem, com alguns discípulos, ao mais antigo mosteiro conhecido na Europa, em Ligugé.

 

Cerca de dez anos mais tarde, os cristãos de Tours, tendo ficado sem pastor, aclamaram-no seu bispo. Desde então Martinho dedicou-se com zelo fervoroso à evangelização no campo e à formação do clero.

 

Mesmo sendo-lhe atribuídos muitos milagres, São Martinho é famoso sobretudo por um acto de caridade fraterna. Quando era ainda jovem soldado, encontrou na estrada um pobre entorpecido e trémulo de frio.

 

Pegou no seu manto e, cortando-o em dois com a espada, deu metade àquele homem. Nessa noite apareceu-lhe Jesus em sonho, sorridente, envolvido naquele mesmo manto.

 

Queridos irmãos e irmãs, o gesto caritativo de São Martinho inscreve-se na mesma lógica que levou Jesus a multiplicar os pães para as multidões famintas, mas sobretudo a deixar-se a si mesmo como alimento para a humanidade na Eucaristia, sinal supremo do amor de Deus. (...) É a lógica da partilha, com a qual se expressa de modo autêntico o amor ao próximo.

 

Ajude-nos São Martinho a compreender que só através de um compromisso comum de partilha, é possível responder ao grande desafio do nosso tempo: isto é, de construir um mundo de paz e de justiça, no qual cada homem possa viver com dignidade.

 

Isto pode acontecer se prevalecer um modelo mundial de autêntica solidariedade, capaz de garantir a todos os habitantes do planeta o alimento, as curas médicas necessárias, mas também o trabalho e os recursos energéticos, assim como os bens culturais, o saber científico e tecnológico.

 

Bento XVI (11.11.2007)

Fonte: Agência Ecclesia

Não há acordo sobre o custo real do utente dos lares. Estado fixa 775 euros e as instituições dizem gastar 1126.

O Governo e as instituições particulares de solidariedade social (IPSS) não se entendem sobre o custo de manter um idoso ou deficiente num lar. O Estado quer fixar o valor de referência em 775, 77 euros e as organizações dizem gastar 1126,79 euros, mais 351 euros.

 

É uma das razões porque ainda não assinaram o protocolo de cooperação para 2010, o que devia ter acontecido em Junho. Segunda-feira voltam a reunir-se.


A diferença de valores não implica uma maior comparticipação do Estado, que mantém o montante de 2009: 347,31 euros por utente de um lar e 239,31 por criança no pré-escolar.


"O que está em causa é a fixação de um valor de referência por cada utente de um lar, porque é a partir daí que são definidos os outros valores. E não percebemos porque não estipulam uma quantia mais elevada, quando até o estudo do Instituto de Segurança Social (ISS) (ver infografia) indica custos mais altos", diz Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).


Os representantes das IPSS protestam que o valor que recebem é sempre inferior aos custos reais e têm dificuldade em dar resposta às famílias mais carenciadas.

 

A União das Misericórdias fez um estudo sobre quanto é que gasta com cada utente, recorrendo aos relatórios e contas das Misericórdias de 2007, tendo em consideração todos os custos incluindo os de pessoal.

 

E concluíram: "O custo técnico por utente no lar de idosos corresponde a 1098,24 euros em 2007 e 1126,79, após a respectiva actualização à taxa de inflação", pelo que o valor estimado de 775,77 euros fica muito desfasado da realidade".

 

Fonte: Diário de Notícias, escrito por Céu Neves

de 9 de Setembro