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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

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As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

Misericórdia de Torres Vedras assinala Dia Mundial da Diabetes

Como forma de assinalar o Dia Mundial da Diabetes, no passado dia 15 deste mês teve lugar uma sessão de informação dirigida aos utentes das respostas sociais de lar e centro de dia alargado da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

A sessão teve como objectivo dar a conhecer o que é a Diabetes, reforçar a importância de manter uma actividade física regular e optar por uma alimentação saudável e contou com a participação do enfermeiro Hélio Firmino, que explicou a fisio-patologia da Diabetes, referindo que aquela é uma doença crónica que advém de um mau funcionamento do pâncreas que, ao produzir insuficiente insulina, faz com que a glicose (açúcar proveniente dos alimentos) não seja devidamente distribuída pelos órgãos, ficando indevidamente acumulada no sangue.

Por sua vez, dada a importância da actividade física regular para a prevenção e controlo da Diabetes a animadora sócio-cultural Cátia Samora exemplificou alguns dos exercícios que cada um pode autonomamente realizar no seu dia-a-dia, principalmente nos momentos mais sedentários, por exemplo em frente à televisão.

A alimentação saudável é também um estilo de vida que deve ser adoptado na prevenção e no controlo da Diabetes. Desse modo, a dietista Vânia Portela explicou a importância de fazer seis a sete refeições pouco volumosas por dia, reforçando que os cereais integrais, os legumes e a hortaliça e a fruta são alimentos essenciais para o controlo da glicemia, devido ã sua riqueza em fibra alimentar.

Informou ainda que o plano alimentar de um diabético pode incluir todos os alimentos, desde que seja controlado quantitativamente. Por fim, alertou para a importância da ingestão de pelo menos um litro de água por dia, demonstrando em que alturas do dia poderão fazê-lo.

Os utentes demonstraram muito interesse pelos assuntos abordados, participando activamente com questões e partilha das suas experiências.

"Insatisfeito com ajuda recebida " Santa Casa esclarece

Esclarecimento sobre notícia publicada no passado dia 22, no Jornal Badaladas, na qual é referenciada a Santa Casa da Misericórdia e o Banco Alimentar Contra a Fome.

 

A Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras sempre esteve ao lado dos mais necessitados, prestando-lhes apoio sempre que solicitado pelo próprio ou por outros organismos, tais como Segurança Social ou Câmara Municipal.

 

O nosso auxílio é variável consoante a solicitação, a necessidade e a nossa própria disponibilidade, mas sempre presentes. Há décadas que esta instituição tem uma parceria com o grupo de senhoras Vicentinas, em que é efectuada uma distribuição mensal de produtos alimentares por famílias do concelho, sendo o grupo responsável por todos os procedimentos, cabendo à instituição uma comparticipação financeira na aquisição dos produtos.

 

No Natal efectuamos a já tradicional distribuição de cabazes de Natal, em que tentamos ser justos nas entregas efectuadas, recorrendo para isso às Juntas de Freguesia do concelho, ficando a instituição com a distribuição na cidade e aldeias limítrofes.

 

Num total, distribuímos anualmente cerca de 350 a 400 cabazes. Actualmente, a procura de ajuda teve um aumento de mais de 200 por cento. Na tentativa de dar uma resposta a essa franja da sociedade, a Misericórdia assinou uma parceria com o Banco Alimentar Contra a Fome, em que toda a logística está a nosso cargo, sendo os produtos a distribuir dados pelo Banco.

 

Os géneros alimentícios que António Oliveira recebeu A Misericórdia não tem outra forma de ajudar neste contexto sócio-económico em que todos nos encontramos, os custos que acarreta a parte que nos cabe já é elevada, não nos permitindo outra ajuda suplementar. No entanto, temos que referir que, como tudo o que é dado, existem meses mais abundantes que outros, pelo que quando vem muito os sacos vão repletos, quando recebemos menos o saco vai mais vazio.

 

Cabe-nos apenas a distribuição equitativa dos produtos recebidos pelos agregados familiares auxiliados. Compreendemos a revolta de quem precisa, mas eles também têm de compreender que não temos culpa da situação e só cá estamos a tentar ajudá-los da melhor forma que nos é possível. Muitas vezes as pessoas que estão a atendê-las são agredidas verbalmente, sem culpa do infortúnio de cada um.

 

A Mesa Administrativa poderá ponderar esta situação acabando com o protocolo com o Banco Alimentar Contra a Fome, pois estão a atingir uma instituição que é apenas intermediária. Não somos nós que doamos os produtos, apenas distribuímos o que nos é dado, mas ao tomarmos esta medida de pôr fim a uma parceria vamos atingir muita família que não tem culpa do que está a ser comentado na comunicação social.

 

A Santa Casa da Misericórdia não tem qualquer receio, nada tem a esconder, tudo o que fazemos é procurar ajudar na medida que nos é possível, mas por muito que queiramos não podemos dar o que não temos. As famílias, ou quem quer que seja, quando lhes toca uma fatalidade de desemprego ou doença, devem ter a noção de restringir os seus hábitos sociais, para que o choque da falta de comer seja minorado junto das crianças, que sem culpa são atingidas. Depois devem recorrer aos organismos superiores como Segurança Social, Centro de Emprego, Câmaras Municipais, Juntas de Freguesia, solicitando ajuda consignada na Constituição Portuguesa.

 

Lamentamos a fome de muitas famílias, lamentamos toda a situação, só pedimos que compreendam a nossa posição, nem sempre ajudar é fácil. Poderíamos fazer vários comentários sobre a notícia, mas apenas desejamos que a família em questão encontre rapidamente a estabilidade sócio-económica, para bem das crianças e descanso dos pais.

 

O PROVEDOR, VASCO FERNANDES

Cavaco Silva elogia papel das Misericórdias

 

As Misericórdias são exemplos de resistência e organizações que devem ser apoiadas pelo trabalho que desenvolvem, afirma o Presidente da República.

No discurso da inauguração do complexo "Vilagerações - Centro Social Integrado", da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, Cavaco Silva elogiou a rede que existe há mais de cinco séculos.

O chefe de Estado sublinha que as Misericórdias são “uma  uma obra dos portugueses, da sociedade portuguesa, em que as populações se revêem” e que “embora tendo cooperação com o Estado, mantêm em relação a ele um certa independência”.

Cavaco Silva lamentou também que alguns portugueses só se lembrem das Misericórdias quando há crise.

"Alguns portugueses, alguns agentes políticos e de outra natureza, só nos últimos tempos reconheceram o papel decisivo que a rede de Misericórdias desempenha no nosso país. Reconheceram agora face à crise que o país  atravessa", sublinhou.


Fonte: Renascença em 08-10-2010

Bispo do Porto renova garantia de autonomia das Misericórdias

 

 

A tradição das Misericórdias “são os bispos os primeiros a salvaguardar”, afirma D. Manuel Clemente, renovando a garantia dada pela Conferência Episcopal Portuguesa de que o decreto-geral da Igreja que transforma as Misericórdias em “associações públicas de fiéis” não afecta a gestão autónoma daquelas instituições.

 

O Bispo do Porto garante que a autonomia de gestão das Misericórdias "não está em causa" com o decreto da Conferência Episcopal Portuguesa que esta semana foi publicamente contestado por aquelas instituições.

 

“Não está em causa, de maneira nenhuma, nem a tradição própria das Misericórdias portuguesas – essa são os bispos os primeiros a salvaguardá-la – nem sequer a autonomia de gestão das Misericórdias”, afirma D. Manuel Clemente à Renascença, assegurando que a Igreja não quer gerir nem apoderar-se dos bens daquelas instituições. 

“Não passa pela cabeça de nenhum responsável pela Igreja em Portugal gerir directamente o património das Misericórdias – de maneira nenhuma! – como também não gere o das outras associações, que têm os seus órgãos próprios”, refere. 

Em causa, o decreto assinado pela Conferência Episcopal Portuguesa e já aprovado pelo Vaticano que transforma as Misericórdias em “associação públicas de fiéis”. 

“Trata-se apenas de uma verificação do estatuto canónico das Misericórdias sobre o actual Código, mas que de maneira nenhuma põe em causa nem a sua tradição específica nem a sua autonomia de gestão”, sublinha o bispo do Porto, segundo o qual, apesar do ultimato dado pela União das Misericórdias para que a Conferência Episcopal suspenda o decreto, a Igreja se mantém aberta ao diálogo. 

D. Manuel Clemente falou à Renascença à margem do Encontro Nacional da Pastoral do Ensino Superior, que hoje começou em Fátima.

 

Fonte: Renascença 09-10-2010

 

Esclarecimento da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras sobre a sua participação na Distribuição de Produtos do Banco Alimentar Contra a Fome

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE TORRES VEDRAS

 

Esclarecimento da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras sobre a sua participação na Distribuição de Produtos do Banco Alimentar Contra a Fome

A Mesa Administrativa desta Instituição, esclarece o grau de participação na distribuição dos bens alimentares cedidos por este Organismo.

A Missão desta Instituição é atender quem nos procura e distribuir os alimentos recebidos, por todos aqueles que a eles se candidataram e que lhes foi concedido o direito pelo Banco Alimentar Contra a Fome.

Presentemente são 115 famílias, com uma média de três pessoas por agregado.

A contribuição desta Misericórdia, não é visível no saco que cada família leva para casa, mas é avultada em custos: Pessoal – deste a Técnica de Serviço Social, Administrativo, Pessoal Auxiliar e Motoristas, são gastos que não se quantificam.

È preciso não esquecer que alguém tem que elaborar o processo nos termos exigidos por aquele Organismo, tem que atender as pessoas, há que ir a Lisboa levantar os produtos, há que armazena-los e fazer a sua distribuição equitativa pelas famílias.

È a Instituição que cobre os custos de combustível e todos os outros inerentes a deslocações e uso de viaturas.

Somos nós que adquirimos os sacos para transportar os bens doados.

È a Santa Casa que tem de ter pessoal para guardar os alimentos em condições, espaço e câmara frigorífica.

Por fim é a Instituição que envia carta ou telefona a indicar data de levantamento dos produtos recebidos.

È lamentável, nós que nos esforçamos, dando tudo quanto nos é possível, na procura de ajudar o próximo, ver-nos por vezes enredados em histórias tristes de uma sociedade que tem fome, mas que nós por muito que queiramos não conseguimos mitigar.

Torres Vedras, 22 de Outubro de 2010

Misericórdias vão chamar Estado a resolver conflito com os bispos

Estão em campos opostos: o episcopado quer as misericórdias sob a sua tutela, estas dizem que são associações privadas de fiéis.

As duas partes dizem que não há conflito, mas os bispos católicos e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) estão em lados completamente opostos por causa da definição do estatuto jurídico das misericórdias. Um decreto da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), entretanto sancionado pelo Vaticano, estabelece que aquelas instituições são associações públicas de fiéis, estando assim sujeitas à autoridade de cada bispo em cada diocese. A UMP rejeita a ideia, defende que as misericórdias são associações privadas de fiéis e promete meter Presidente da República, Parlamento e Governo no assunto.

O presidente da UMP, Manuel Lemos, disse ontem ao PÚBLICO que irá "falar com o Estado". Sem querer especificar que audiências poderá solicitar, adiantou que contactará os órgãos de Estado. E admite que, perante as notícias vindas a público - o jornal Sol referia-se ontem ao decreto dos bispos -, os diversos partidos políticos venham também a pedir esclarecimentos ao Governo sobre o que se passa.

Em causa, está o estatuto jurídico das instituições impulsionadas em 15 de Agosto de 1498 pela rainha D. Leonor. Com a entrada em vigor do novo Código de Direito Canónico (CDC) de 1983, a Igreja passou a distinguir associações privadas e associações públicas de fiéis. Entre outras diferenças, estas são da iniciativa dos bispos enquanto as primeiras partem da acção de grupos de crentes.

Com o aparecimento de alguns conflitos sobre a administração de bens, foi necessário resolver qual era o estatuto das misericórdias à luz do CDC. Vários pareceres jurídicos depois - incluindo alguns do Vaticano -, os bispos tentaram, com o decreto aprovado em Abril de 2009 na sua assembleia plenária e sancionado pela Congregação dos Bispos, da Santa Sé, pôr um ponto final no assunto.

Pontaria errada. Do lado da UMP, contesta-se a forma utilizada e o enunciado a que se chegou. Manuel Lemos diz que recebeu o texto para comentar em Novembro de 2009, tendo respondido em Fevereiro. E diz que as misericórdias são associações privadas invocando os argumentos do CDC - nomeadamente, o facto de serem criadas por grupos de católicos.

Uma das questões que estaria em causa - o reforço da eclesialidade (ou seja, do seu vínculo institucional e pastoral à Igreja) das misericórdias - já foi aceite pela UMP, mas sempre respeitando o estatuto de associações privadas que elas assumem, diz o responsável.

 

Fonte: António Marujo

Jornal PÚblico de 25 de Setembro

As Misericórdias

As Misericórdias nasceram do preceito cristão da caridade, expresso nas 14 obras de bem-fazer, sete espirituais e sete corporais.

 

O espírito de misericórdia converte-se em acção organizada, à maneira das instituições medievais, pela primeira vez em Florença, no ano da graça de 1244, por iniciativa de S. Pedro Mártir.

 

A ideia, chegada a Lisboa nos tempos de D. João II, como um benéfico efeito colateral das relações comerciais entre as duas cidades, inspirou à rainha D. Leonor a fundação de uma Casa da Misericórdia, a primeira do reino de Portugal.

 

Fonte: UMP

As Misericórdias e a Saúde

As Misericórdias nasceram no seio das comunidades onde estão inseridas e tiveram a sua motivação nas dificuldades do segmento mais carenciado da sua população.


Os irmãos que lhes dão vida estão ligados às comunidades por nascimento, pela residência, pela actividade profissional ou por qualquer outra afinidade que fazem despertar neles sentimentos de solidariedade e de coesão com elas no seu conjunto. É nestes alicerces firmes que assentam as Misericórdias, e neles se encontra a explicação da sua longevidade aos princípios orientadores que inspiraram os seus fundadores – as Obras de Misericórdia.


Foi precisamente a Obra de Misericórdia que manda << Curar os enfermos >> a que deu mais visibilidade às Misericórdias. Durante séculos e até há bem poucos anos a assistência a doentes necessitados esteve inteiramente a cargo destas Instituições, sem qualquer apoio do Estado e contando apenas com o espírito de caridade de benfeitores. Daí a forte tradição hospitalar das Misericórdias de todo o país. Em cada terra onde se fundou uma Misericórdia, e quase não há vila ou cidade portuguesa onde isso não tenha acontecido, há um hospital que a ela pertence. Veja-se o caso de Vila do Conde e, se quisermos um exemplo melhor que nos convença, atentemos ao Hospital de Santo António, no Porto, que pertence à Misericórdia dessa cidade, pois foi por ela mandado construir. Essa longa tradição na área da saúde deu às Misericórdias vocação e experiência que devem ser aproveitadas para complementar o Serviço Nacional de Saúde. E apresentam-se hoje condições favoráveis a que isso aconteça, não para a sustentação das Misericórdias, como veremos pelo que a seguir se vai dizer.


O Estado vai sentindo a necessidade de concentração de certos, serviços de saúde muito especializados e de custos muito elevados. Com a concentração desses serviços outros são naturalmente afastados das populações. Enquanto se torna aconselhável a concentração desses serviços, outros há que devem ser desconcentrados para evitar o incómodo e a despesa das deslocações dos doentes e a sobrecarga dos hospitais centrais. É o caso dos exames de diagnóstico, das análises clínicas, dos serviços de enfermagem, etc. Aqui está um espaço que as Misericórdias poderão ocupar, complementando o Serviço Nacional de Saúde, oferecendo a comodidade e o baixo custo da proximidade.


A proximidade não é apenas encurtamento de espaço físico: proporciona também o contacto com pessoas conhecidas e com ambientes de trabalho menos burocratizados por serem de menores dimensões. O doente sente-se mais seguro por haver sempre alguém que conhece, dentro dos serviços ou mesmo na sala de espera, e por ter mais probabilidade de serem ouvidas as suas reclamações no caso de julgar não ser bem atendido. São vantagens psicológicas que confortam os enfermos fragilizados pelas doenças que os atormentam.


Há um outro aspecto não menos justificativo da aposta das Misericórdias na área da Saúde.
Após a estatização do Serviço de Saúde, as Misericórdias ficaram praticamente sem actividade e investiram na área social. As pessoas acolhidas nos centros (idosos, dependentes, deficientes, utentes em recuperação) são as que mais precisam dos serviços de Saúde. Imagine-se a incomodidade que será para as famílias e os utentes desses centros, quando estes precisam de se deslocar aos serviços hospitalares distantes, sujeitos ainda a demoras de atendimento muito grandes. Esta complementaridade de serviços sociais e de saúde aconselha também o investimento das Misericórdias na área da Saúde.
As Misericórdias, mais que qualquer serviço de saúde do Estado, poderão moldar o seu horário de funcionamento às conveniências das famílias. Os serviços de saúde da Misericórdia de Vila do Conde, aos sábados, estão abertos ao público e, aos domingos, funcionam os serviços de atendimento permanente, radiografia, mamografia, densitometria, tac e ressonância magnética. As pessoas começaram a manifestar-se e a Misericórdia foi ao encontro das suas conveniências. Nos serviços do Estado não existe essa flexibilidade.


Finalmente, as Misericórdias poderão desempenhar um papel importante na contenção dos custos da saúde porque não têm fins lucrativos. Além de que os saldos de gestão positivos são reinvestidos na saúde ou, em alternativa, na área social da comunidade. Poderão, assim, ser um elemento de moderação de custos, se colocado entre o serviço público do Estado com grande dificuldade de controlo, e o serviço privado que visa o lucro.

 

Artigo de opinião por:

Arlindo Maia, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde

Publicado na Revista – País Positivo

Misericórdia de Torres Vedras assinalou 490 anos de existência , Notícia no Jornal Badaladas de 6 de julho

 

No passado dia 26 de Julho a Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras assinalou o seu 490º aniversário.

Antes da hora indicada no programa (17 horas), houve bolo de aniversário em cada uma das respostas sociais - Lar de Idosos, Creche e Centro de Dia, com a participação dos utentes, responsáveis e funcionários dessas valências, para além da
presença do provedor que se fez acompanhar por outro mesário.

Cerca das 17 horas, na nave da igreja da Misericórdia começaram a ouvir-se os acórdãos de órgão executados pelo maestro Peixoto.

Alguns minutos após chegou um grupo de crianças da creche da instituição e, acompanhadas pelas suas educadoras, cumpriram com aprumo generalizado diversas orações (algumas delas cantadas).

Depois desse enternecedor momento proporcionado pelos mais pequeninos, a excelente acústica da igreja voltou a ser testada através dos sopros do seu órgão de tubos.

 

A segunda parte do programa foi presenciada por uma multidão que encheu o templo para participar na celebração da santa Missa pelo padre Vítor Melícias, coadjuvado pelo diácono Joaquim Cruz.

O cadeiral da igreja, repleto de irmãos dos órgãos sociais da Santa Casa cobertos pelas suas opas, transmitiu um ar solene à celebração.

Celebração eucarística vivida com intensidade por todos quantos puderam apreciar o excelente coro magistralmente dirigido pelo maestro Peixoto, que soube aproveitar os acordes musicais produzidos pelo centenário órgão de tubos, na circunstância, superiormente executados pelo mestre organista Daniel Oliveira.

Com a sua peculiar forma de estar, o padre Vítor Melícias soube, mais uma vez, cativar a assembleia e, com simpatia, aproveitou a homilia, para estabelecer relação entre as leituras e a circunstância de se viver o dia de Santa Ana e São Joaquim, em simultâneo com o facto de estarmos a 10 anos dos 500 anos desta Misericórdia.

Mais uma vez, pudemos ouvir de quem sabe, o também irmão Vítor Melícias, em que é que consistem as obras de misericórdia e o quanto o nosso país lhes deve (e não só Portugal, já que fomos espalhando outras por quatro continentes).

Finda a celebração, o padre Vítor Melícias deu a palavra ao provedor Vasco Fernandes e a Luís António Rodrigues (presidente da assembleia-geral da Misericórdia), tendo o irmão provedor feito um historial das principais realizações e referido a recente partida do irmão mesário Armando Inácio e, antes de passar a palavra ao presidente da assembleia, pediu uma salva de palmas para o padre Vítor Melícias que na véspera havia completado 72 anos.

Nesse momento, Luís Rodrigues agradeceu a inspirada homilia proferida pelo celebrante por ocasião deste 490º aniversário e pediu uma salva de palmas para a Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras.

O dia culminou com um lanche de convívio entre celebrantes, músicos e demais elementos do coro de São Gonçalo com irmãos dos órgãos sociais, que se fizeram acompanhar dos respectivos cônjuges.

Vítor Santos