Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

Bispo do Porto renova garantia de autonomia das Misericórdias

 

 

A tradição das Misericórdias “são os bispos os primeiros a salvaguardar”, afirma D. Manuel Clemente, renovando a garantia dada pela Conferência Episcopal Portuguesa de que o decreto-geral da Igreja que transforma as Misericórdias em “associações públicas de fiéis” não afecta a gestão autónoma daquelas instituições.

 

O Bispo do Porto garante que a autonomia de gestão das Misericórdias "não está em causa" com o decreto da Conferência Episcopal Portuguesa que esta semana foi publicamente contestado por aquelas instituições.

 

“Não está em causa, de maneira nenhuma, nem a tradição própria das Misericórdias portuguesas – essa são os bispos os primeiros a salvaguardá-la – nem sequer a autonomia de gestão das Misericórdias”, afirma D. Manuel Clemente à Renascença, assegurando que a Igreja não quer gerir nem apoderar-se dos bens daquelas instituições. 

“Não passa pela cabeça de nenhum responsável pela Igreja em Portugal gerir directamente o património das Misericórdias – de maneira nenhuma! – como também não gere o das outras associações, que têm os seus órgãos próprios”, refere. 

Em causa, o decreto assinado pela Conferência Episcopal Portuguesa e já aprovado pelo Vaticano que transforma as Misericórdias em “associação públicas de fiéis”. 

“Trata-se apenas de uma verificação do estatuto canónico das Misericórdias sobre o actual Código, mas que de maneira nenhuma põe em causa nem a sua tradição específica nem a sua autonomia de gestão”, sublinha o bispo do Porto, segundo o qual, apesar do ultimato dado pela União das Misericórdias para que a Conferência Episcopal suspenda o decreto, a Igreja se mantém aberta ao diálogo. 

D. Manuel Clemente falou à Renascença à margem do Encontro Nacional da Pastoral do Ensino Superior, que hoje começou em Fátima.

 

Fonte: Renascença 09-10-2010