Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

Diabetes

Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue.

 

A glicose é a principal fonte de energia do organismo porém, quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde como por exemplo o excesso de sono no estágio inicial, cansaço e problemas físicos.

 

Quando o seu tratamento é descurado, podem acontecer complicações como insuficiência renal, Enfartes do Miocárdio, AVC, problemas na visão como cegueira, amputação do pé, entre outras.

 

Embora ainda não haja uma cura definitiva para a diabetes, existem vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.

 

 

Existem vários tipos de diabetes mas os mais importantes são os de Tipo I e Tipo II.

 

A diabetes Tipo I inicia-se normalmente na infância ou adolescência, e caracteriza-se por um défice de insulina, devido à destruição das células beta do pâncreas por processos auto-imunes ou idiopáticos, sendo mais frequente em jovens e crianças.

 

Existe parca produção de insulina ou mesmo nenhuma. As pessoas que padecem dela devem receber injeções diárias de insulina.

Para controlar este tipo de diabetes é necessário o equilíbrio de três fatores: a insulina, a alimentação e o exercício.

 

Na diabetes tipo II existe uma resistência à insulina. As células beta do pâncreas aumentam a produção de insulina e, ao longo dos anos, a resistência à insulina acaba por levar as células beta à exaustão.

 

Acontece frequentemente em etapas adultas da vida e é muito frequente a associação com a obesidade e idosos.

 

Vários fármacos e outras causas podem, contudo, causar este tipo de diabetes. É muito frequente a diabetes tipo 2 associada ao uso prolongado de corticoides.

 

Sendo uma doença crónica, o seu tratamento deve ser baseado nalgumas permissas:

 

Consciencialização e educação do paciente; Alimentação e dieta adequada para cada tipo de diabetes e para o perfil do paciente; Vida activa e exercício fisico; Terapêutica (Antidiabéticos orais ou Insulina); Monitoração dos níveis de glicose.

 

Torna-se de extrema importância a educação do paciente, o acompanhamento de sua dieta, exercícios físicos, monitoração própria de seus níveis de glicose, com o objetivo de manter os níveis de glicose a longo e curto prazo adequados. Um controle cuidadoso é necessário para reduzir os riscos das complicações a longo prazo.

 

Escrito por: Enfermeira Catarina Melo

 

Escaras

A doença pode surgir de uma forma inesperada ou não, com maior ou menor gravidade, acarretando de um modo geral, perda de independência e autonomia.

 

Quando o indivíduo é sujeito, a um período de imobilidade prolongado, apresenta grande probabilidade de sofrer alterações da integridade cutânea, desenvolvendo úlceras de pressão, também denominadas escaras, com consequências graves, não só a nível pessoal, mas também social. Estas traduzem-se por elevados custos financeiros, relacionados essencialmente com longos períodos de convalescença e de utilização de recursos e o mais importante – sofrimento humano.

 

O envelhecimento natural da pele, a imobilidade, e a astenia, são alguns dos fatores de risco, que contribuem para o aparecimento destas lesões (escaras).

 

O que é uma escara:

 

É uma ferida provocada pelo peso do corpo sobre a cama ou a cadeira, quando se fica muito tempo na mesma posição, ou pela fricção do lençol, razão pela qual deve de usar sempre lençóis de algodão na cama.

 

Os cuidados que visam reduzir ou eliminar a pressão sobre os tecidos, são uma das principais medidas preventivas. As úlceras de pressão ocorrem mais vulgarmente em zonas de grandes ossos ou proeminências ósseas, em que os vasos sanguíneos são comprimidos entre uma força externa rígida (a cama ou a cadeira) e uma força interna rígida (o osso), que conduz rapidamente à oclusão dos vasos sanguíneos subjacentes.

 

Os seguintes aspetos devem ser valorizados:

 

-          Mudanças de posição – Deve ser periódica, executada com intervalos regulares (Max. 3/3 Horas), a cada mudança de posição fazer uma massagem com creme hidratante nas zonas de proeminência óssea;

 

-          Posicionamento – Em que deverá existir o cuidado de deixar aliviadas todas as zonas mais proeminentes e consequentemente mais susceptíveis de maior pressão (calcaneos, trocanteres, região sagrada,...).

 

-          Higiene da pessoa/da cama – Que deverá ser cuidada, de modo a manter a pele seca, limpa e hidratada. A cama deve estar limpa, seca e sem rugas (Poderá dar nós nos cantos do lençol para o manter esticado), se necessário recorrer a cama articulada;

 

-          Alimentação/hidratação – A alimentação deve conter um maior aporte proteico, para facilitar a regeneração da pele. A ingestão de líquidos deve ser incentivada (Min - 1,5 litros por dia)

 

-          Utilização de material auxiliar – Almofadas, Pele de carneira, Calcanheiras de pele de carneira, colchões de pressão alterna.

 

-          Fazer o levante do utente sempre que possível


Escrito por: Enfermeiro Hélio Firmino