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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

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“CONCLUSÕES” do X Congresso Internacional das Misericórdias

 

O X Congresso Internacional das Misericórdias reunido, nas cidades do Porto e Gaia, a 20,21 e 22 de Setembro de 2012, sobre o lema “Unidos para multiplicar – promotoras de modernidade e inovação”, faz aprovar as seguintes conclusões.


As Misericórdias:


1. Reafirmam o seu espirito de missão, como uma expressão viva e operante do seu envolvimento solidário na comunidade, em prol da construção de uma civilização global de amor e de paz;


2. Congratulam-se com o reconhecimento pelo Estado do papel decisivo das Misericórdias, no apoio às populações, como parceiros essenciais no desenvolvimento e na consolidação dos serviços de saúde e na sustentabilidade da proteção social;

 

3. Reconhecem que, no atual momento de crise social, económica e financeira que se vive, devem assumir um papel mais ativo na complementaridade da atuação do Estado;


4. Reafirmam o seu empenho na promoção de uma cultura de solidariedade e de justiça, no combate à pobreza e à exclusão social, aceitando participar num esforço de uma nova evangelização baseada na prática de todas as Obras de Misericórdia e assente na doutrina social da Igreja;


5. Manifestam o seu mais vivo testemunho no espírito que as anima e que permite que o evangelho seja uma fonte de modernidade e inovação, de solidariedade universal, de partilha e de fidelidade aos compromissos assumidos;

 

6. Evidenciam que a sua experiência secular ao serviço dos mais desfavorecidos da sociedade e o seu carácter universal lhes garantem as condições necessárias para participarem, de um modo mais fraterno, na construção de um futuro sustentável para todos;


7. Relevam a sua preocupação com os fenómenos de exclusão social que não são dignos de uma sociedade inclusiva onde a dignidade humana deve ser o referencial único de orientação ética e moral;


8. Salientam de um modo vigoroso que o relacionamento dos Estados com as Misericórdias se deve pautar por um contrato de confiança que tenha em consideração as condições e o nível de vida existente em cada país e o rigoroso cumprimento dos compromissos assumidos;

 

9. As Misericórdias confirmaram o seu processo de melhoria contínua de qualidade alavancada em certificação externa. Neste pressuposto solicitam ao Governo e exigem do Estado tratamento, interpares e legislação e avaliações compatíveis com a realidade do País e as capacidades das Instituições.


10. Apelam para que os parlamentos nacionais não deixem de acompanhar, através de comissões próprias, as instituições da economia social e o relevo que as mesmas assumem na criação de condições de qualidade de vida para todos os cidadãos, salientado a importância da existência de uma Lei de Bases da Economia Social;

 

11. Cientes que, o mundo globalizado reclama competência técnica e cientifica e demonstra a necessidade do reforço competitivo das nações, entendem ser seu dever preparar-se para inovar, criando instrumentos que potencializem a investigação em rede, com destaque para a ligação às Universidades;


12. Disponibilizam-se para participar em programas de educação para a saúde e prevenção de doenças, no quadro dos ensinos pré-escolar, básico e secundário;


13. Consideram, ainda, a ligação dos seus hospitais e  de outros estabelecimentos congéneres, ao ensino superior na área da saúde, como fundamental para a obtenção de competências técnicas no desenvolvimento dos seus equipamentos;

 

14. Encaram como primordial que, na sua conclusão, o ciclo de vida tenha uma nova abordagem, onde o paradigma do envelhecimento ativo da população, da intervenção das famílias, dos cuidados paliativos e de um voluntariado qualificado, possa ser uma regra seletiva para a humanização dos serviços;


15. Apostam no intercâmbio entre as misericórdias espalhadas por todo o mundo, para assim, assumindo a idiossincrasia e diversidade das matrizes constitutivas, para assim se fortalecerem mutuamente na promoção da saúde e da solidariedade na procura de soluções modernas e inovadoras.


Porto e Vila Nova de Gaia, 22 de Setembro de 2012
A Comissão Organizadora