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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

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CEP e UMP chegaram a acordo

 

UMP e Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) chegaram a acordo sobre o estatuto canónico das Misericórdias. O compromisso entre as duas partes foi assinado a 4 de Maio, durante a 177.ª assembleia plenária da CEP, em Fátima.

 

O acordo, cuja duração é de 25 anos, vem colocar um ponto final a um diferendo sobre a relação entre as Misericórdias e a hierarquia católica, que conheceu o seu ponto alto em 2010, com a publicação de um Decreto Geral da CEP segundo o qual as Misericórdias deveriam ser entendidas como “associações públicas de fiéis” e não como “associações privadas”.

 

Segundo o presidente da UMP, Manuel de Lemos, o compromisso assinado “esclarece as dúvidas” suscitadas pelo decreto do ano passado e reforça a “comunhão com a hierarquia” da Igreja Católica num momento de “grande crise” social e económica que exige trabalho “articulado e coeso”. “Estou muito satisfeito”, disse aos jornalistas o presidente da UMP, lembrando que a posição das Misericórdias foi “muito reflectida e participada”, tendo sido debatida em duas assembleias-gerais, assim como em inúmeras reuniões de Conselho Nacional e outras reuniões distritais.

 

A este respeito, o secretário da CEP, padre Manuel Morujão, disse em conferência de imprensa que houve “boa vontade” das duas partes. “Progrediu-se no diálogo, tanto a Igreja Católica como as Misericórdias, individualmente e no seu conjunto, entendem que a ligação à Igreja não lhes retira a liberdade”, afirmou. Durante a sua intervenção junto dos bispos em Fátima, Manuel de Lemos destacou ainda o contributo de dois canonistas para este processo: João Maria Mendes, presidente da Assembleia-geral (AG) da Santa Casa açoriana de Angra do Heroísmo e secretário da AG da UMP, e Vítor Melícias, provincial da Ordem Franciscana em Portugal e presidente honorário da União. Outra contribuição decisiva foi a do Pe. Lino maia, presidente da CNIS, que desde a primeira hora acompanhou este processo.

 

Fonte: UMP