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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

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O voluntariado e as Misericórdias

 

 

O voluntariado e as Misericórdias têm caminhado lado a lado ao longo do tempo. Contrariamente ao que é comum pensar, a primeira Misericórdia nasceu em Itália, mais precisamente em Florença, no ano de 1244. Em Portugal, a primeira Misericórdia – a de Lisboa – foi criada em 1498, sob o mandato da então regente, Rainha D. Leonor. Rapidamente se difundiram a todo o País e pelo mundo fora.

 

Ora, desde a fundação das Misericórdias até aos nossos dias, o voluntariado é uma presença constante na missão das Misericórdias, pelo que as Santas Casas merecem considerarem-se como as pioneiras do voluntariado em Portugal.

Na origem do movimento das Misericórdias está o princípio do Voluntariado, isto é, o princípio que leva alguém a ajudar, desinteressadamente, o outro que sofre, está em dificuldade, perigo ou risco. As Obras de Misericórdia são a expressão máxima do que o conceito de Voluntariado contém: Disponibilidade, Solidariedade, Desinteresse na Recompensa e Espírito de Missão. 

A cultura tradicional de voluntariado permite, assim, que lhe associemos expressões como Caridade, Solidariedade, Bondade, Espírito de Sacrifício, Gratuitidade, Religião e Altruísmo. Mas o desafio da actualidade é a associação entre Voluntariado e conceitos como Responsabilidades, Compromisso, Direitos, Deveres. 

Poder-se-á, assim, dizer que o Voluntariado é uma actividade de sempre e uma missão nos dias de hoje, já que é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando de uma forma livre, responsável e organizada, na solução dos problemas que afectam a sociedade em geral.

 

Com origem no latim (voluntarìu), o Voluntário é aquele que se compromete a cumprir determinada tarefa ou função sem ser obrigado a isso e sem obtenção de qualquer benefício material em troca. É aquele que, pelo seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem qualquer remuneração, a diversas actividades de bem-estar social ou outros campos de intervenção. De acordo com a mesma Lei, (Artigo 3º) «O voluntário é o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e no seu tempo livre, a realizar acções de voluntariado no âmbito de uma organização promotora».

 

Fonte: União das Misericórdias Portuguesas