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O Blog da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras

As últimas notícias sobre o Lar de Nossa Senhora da Misericórdia, Clínica Domus Misericordiae, ERPI, Creche, Jardim de Infância, CATL, Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário

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Contar uma atividade que fizemos há bem pouco tempo na nossa sala

Olá a todos os que nos vão vendo aqui no blog da nossa escola. Estamos aqui para vos contar uma atividade que fizemos há bem pouco tempo na nossa sala, mas primeiro temos de vos contar como chegámos lá e esse é um percurso que já começámos à algum tempo.

Vejam lá se sabem quem é este senhor?

 

 

Nós gostamos todos muito dele e ele gosta de todos nós. E…perguntávamo-nos onde é que seria que ele morava? Estivemos então a ver um filme do Pai Natal na sua casa na Lapónia,  que fica no Pólo Norte e para percebermos melhor  onde fica o Pólo Norte colocámos na nossa sala um mapa.

 

 

E assinalámos com uma casa o lugar onde fica o Pólo Norte e depois quisemos saber mais sobre quem mora nesta terra.

 

 

Claro que as renas que puxam o trenó do Pai Natal, os pinguins, os ursos polares de quem muito gostamos e até fizemos lindas pinturas deles.

 

 

Aprendemos que têm muita gordura por baixo da pele e muito pêlo para suportar o frio e que se alimentam de peixe que pescam.

Sabemos que as pessoas que vivem nos pólos se chamam esquimós , que vivem em casa feitas de gelo que se chamam iglos, pescam salmão e bacalhau fazendo um buraco no gelo que cobre o mar. Aprendemos uma linda canção que deixamos aqui a letra:

 

O menino esquimó gosta de andar de trenó,

A mamã vestiu bem

Com um casaquinho de pêlo

Estava um dia muito frio

E a casinha era de gelo

O menino esquimó gosta de andar de trenó.

 

E como todos os meninos do mundo os meninos esquimós também gostam de brincar. Na nossa escola fizemos um jogo com que os meninos também brincam no Pólo Norte e levamo-lo para casa.

 

 

Gostávamos muito de ir ao Pólo Norte e de fazer uns  bonecos de neve mas como não podemos, fizemos uns lindos de papel.

 

 

E cá ficamos na nossa sala a olhar pela janela e à espera que se algum dia estiver muito frio as gotinhas de água gelem e caia neve.

 

 

Gostámos tando de conhecer o Pólo Norte que decidimos ir conhecer mais um bocadino deste nosso mundo, e demos então um grande salto até à América onde encontrámos os índios.

Aprendemos que os indios viviam em tendas construidas com a pele dos bisontes que caçavam e que em cada tenda vivia uma familia.

 

 

Os indios gostam de ver as aves a voar, os peixes a nadar e os cavalos selvagens a correr.

 

 

Aprendemos uma linda canção

 

O indiozinho estava a chorar
Queria um cavalo para montar
Foi para o prado à beira do rio
Viu um cavalo cheio de frio

O cavalinho estava a tremer
O indiozinho deu-lhe de comer
Fez-lhe festinhas, foi p’ro pé dele
Deu-lhe uma manta, dormiu com ele

No outro dia partem os dois
Ficam amigos sempre e depois
O cavalinho galopa bem
Gosta do dono que agora tem

 

Os indios eram valentes caçadores, caçavam o Maior animal da América o bisonte. Aprendemos também uma linda história.

 

História do indiozinho ( mimada e com sons corporais)
Era uma vez um indiozinho que queria ir passear sozinho.
Disse adeus à mãe, (fazer som dos índios com a boca a-a-a-a-a)
Disse adeus ao pai (fazer som dos índios com a boca o-o-o-o-o)
E montou o seu cavalo. ( som – op)
Passou por um caminho de areia, (Unir as mãos e esfregá-las)
Passou por um caminho de pedras, (bater palmas)
Passou por um caminho de lama, (bater com as mãos nas pernas)
E depois passou por uma ponte de madeira. (fechar as mãos e bater no peito)
No outro lado da ponte, saiu do seu cavalo ( som – tchc)
E viu um grande arbusto. (mão aberta na testa a observar)
Espreitou, (afastar o arbusto), viu um leão a dormir (recuar o tronco com os as mãos na boca)… e teve uma ideia! (plim)
Shhhh! (com o indicador nos lábios) Vou pregar um susto ao leão. (falar baixinho)
BUUUUUUU! (alto, de repente e com expressividade)
Mas o leão era maroto e não se assustou.
Abriu um olho, depois o outro (mimar as acções do leão)
e… (suspense) ROAR! (rugir alto e com expressividade)
O indiozinho assustou-se! (expressão de susto)
(a partir daqui, contar rápido, acompanhando com gestos ao ritmo em que foge o indiozinho)
Montou o seu cavalo, (som – op)
E a galope atravessou a ponte de madeira, (fechar as mãos e bater no peito)
Passou pelo caminho de lama, (bater com as mãos nas pernas)
Passou pelo caminho de pedras, (bater palmas)
passou pelo caminho de areia, (Unir as mãos e esfregá-las)
desmontou o cavalo, ( som – tchc)
entrou em casa, (afastar a porta da tenda)
sentou-se e disse:
UFA! ( falar com calma. Passar a mão pela testa aliviado)
Nunca mais vou passear sozinho… ( falar pausadamente)

 

 

Fizemos fitas com penas para pormos nas nossas cabeças e a parecermos uns verdadeiros indios saímos da nossa sala e…

 

 

fomos cantar a canção e a linda história que tinhamos aprendido aos nossos amigos da sala vermelha.

 

 

 

Depois viajámos até á China  e conversámos sobre : pandas pagódes, dragões, e tantas coisas que nos fazem gostar de aprender.

Olhem só os nosso pagodes.

 

 

Na China os anos têm um nome de um animal, este ano é o ano do dragão. O ano novo chinês só começa em fevereiro. Nos desfiles de ano novo faz-se sempre a dança do dragão, são pessoas que se colocam debaixo do dragão, o levantam e fazem dançar. Os dragões dançam ao som de tambores,  os dragões chineses trazem sorte assim acredita-se que quanto maior for o dragão mais sorte ele tras.

 

Nós também fizemos uns lindos dragões…será que nos vão trazer sorte?

 

 

 

 

 

 

As letras e os números chineses são muito antigos e muito diferentes dos nossos.

 

 

Na china as pessoas gostam de viver em harmonia com a natureza, mas mesmo assim a falta de cuidado de alguns faz com que muitos animais estejam em vias de extinção até mesmo o panda de quem todos gostamos tanto, mas também existem na China muitas pessoas a fazer de tudo para ajudar os pandas e outros animais que precisam.

 

 

Aprendemos tamém que os chineses inventaram muitas coisas tais como: o fogo de artificio, o papel e um jogo que nos tem impressionado: o tangram.

 

 

Muitas pessoas se têm maravilhado com as coisas lindas que existem na China, uma dela foi Hans Christian Handersen que escreveu a linda história que aqui podem ler. Nós gostámos muito.

 

O rouxinol do imperador


Na China de outros tempos, certo imperador vivia no palácio mais extraordinário, todo de porcelana fina, de magnificência sem igual. O jardim circundante exibia as flores mais raras, e as que se distinguiam pela sua beleza tinham campainhas de prata que, tocando, chamavam a atenção de quem passava.
Tudo era maravilhoso no jardim do imperador. Estendia-se para longe, até à floresta de grandes árvores e lagos azuis que, por sua vez, descia até ao mar, de tal modo profundo que os grandes barcos ali passavam. Nos ramos das árvores habitava um rouxinol. Cantava tão bem que os pescadores, ao ouvi-lo, quase esqueciam o trabalho.
De toda a parte acorria gente a visitar a cidade, o palácio e os jardins do imperador. Achavam tudo maravilhoso, mas depois de ouvirem a extraordinária ave, diziam:
— O melhor de tudo é o rouxinol!
De regresso às suas terras, essa gente falava da cidade, do palácio e dos jardins. Os escritores e os poetas escreviam livros sobre tais maravilhas, dando sempre especial relevo ao rouxinol.
Estes livros correram mundo e alguns chegaram às mãos do imperador. Vestido de seda, sentado em belos cochins, lia com agrado o que se dizia dos seus domínios, mas, chegado ao fim, lá estava o remate:
— Entre tantas maravilhas, o rouxinol é a maior.
Um dia, o imperador mandou chamar o primeiro-ministro e disse-lhe:
— O que vem a ser isto? Como é possível existir, sem que eu o saiba, essa ave chamada rouxinol, que estes livros consideram o que há de melhor no meu império? Por que razão ainda não a vi?
— Nunca ouvi falar nela — respondeu o primeiro-ministro.
— Quero-a aqui esta noite, a cantar para mim. Só isto me faltava! O mundo inteiro sabe o que tenho, menos eu!
— Será cumprido o vosso desejo, real senhor — respondeu o primeiro-ministro, curvando-se. — Vou …
No palácio, ninguém conhecia o rouxinol. Por mais que perguntasse, nada conseguiu saber.
Voltou o primeiro-ministro ao imperador:
— Saiba Vossa Majestade que tal ave não existe. Deve ser invenção de quem escreveu esses livros!
— Não pode ser falso o que se diz nos livros enviados pelo meu amigo, o imperador do Japão. Portanto, quero aqui o pássaro esta noite, sob pena de toda a corte ser castigada!
De novo o primeiro-ministro subiu e desceu escadas, correu por aqui e por ali à procura de notícias do rouxinol, conhecido no mundo inteiro mas ignorado no palácio.
Por fim, encontraram na cozinha uma rapariga que exclamou:
— Oh, meu Deus! O rouxinol? Conheço-o muito bem! Quando, à noite, me dirijo para junto da costa, para levar a minha mãe os restos de comida que aqui me dão, oiço sempre essa maravilhosa ave, cujo doce cantar me traz lágrimas aos olhos.
— Pequena ajudante de cozinha — disse o primeiro-ministro — obterás o título de cozinheira, se me levares junto dele. Tenho de o trazer aqui esta noite!
Metade da corte (com medo do castigo, é claro) foi para a floresta à procura do rouxinol. No caminho ouviram uma vaca mugir. Certo cortesão, já radiante, exclamou:
— Ei-lo!
— Não, é uma vaca! — disse a rapariga. — Ainda estamos longe.
Daí a pouco ouviu-se o coaxar das rãs, nos pântanos.
— Encantador! — disse o capelão do palácio.
— Não, são as rãs a coaxar! — explicou a ajudante de cozinha. — Mas não tarda que o ouçamos.
Agora é ele! — disse a rapariga, daí a pouco. — Escutai, por favor!
De facto, o rouxinol cantava e todos viram um passarinho de cores discretas que, aos rogos da rapariga, cantou ainda melhor. E foi muito admirado.
Tendo consentido de boa vontade em mostrar a sua voz para deleite do imperador, foi recebido com grandes honras no palácio de porcelana, ao brilho de milhares de velas. Na grande sala onde o imperador se encontrava, colocaram um poleiro de ouro. Todos admiraram o seu canto mavioso.
O imperador tinha lágrimas nos olhos, de comovido, e foi esta a melhor recompensa para a ave. Nunca o esqueceria.
O êxito do rouxinol na corte foi extraordinário. E ficou decidido que o rouxinol ficaria na corte e teria uma gaiola só para ele. Tinha licença de dar um passeio duas vezes por dia e uma vez à noite, acompanhado de doze criados. Cada criado segurava uma fita de seda cuja ponta estava atada a uma das patas do passarinho. Passear nessas condições não devia ter mesmo graça nenhuma.
Certo dia chegou, endereçada ao imperador, urna grande caixa onde estava escrito: Rouxinol.
— Eis certamente outro livro sobre o célebre pássaro — disse o imperador.
Mas não era um livro. Dentro, vinha um rouxinol mecânico semelhante ao verdadeiro, coberto de diamantes, de rubis e de safiras. Quando lhe davam corda, cantava, movia a cauda e lançava chispas de luz. Trazia em volta do pescoço uma fita onde se lia: O rouxinol do imperador do Japão não passa de uma modesta imitação do rouxinol do imperador da China.
— Que lindo é! — exclamavam todos, entusiasmados, ao vê-lo e ouvi-lo.
— Ponham ambos a cantar ao mesmo tempo! — mandou o imperador.
Mas o pássaro verdadeiro cantava à sua maneira e o rouxinol mecânico cantava valsas.
Foi então resolvido que o rouxinol mecânico cantasse sozinho. Obteve grande sucesso, e repetiu, repetiu.
— Agora o rouxinol verdadeiro também tem de cantar — sugeriu o imperador.
Mas… onde estava ele? Ninguém se apercebeu de que voara pela grande janela aberta, em direcção à floresta.
Todos os cortesãos o censuraram:
— Que feia acção! Que ingrato! Não importa! Temos este que é bem melhor e mais bonito. Ao menos, com ele, sabemos o que vai seguir-se e podemos acompanhar a sua música. Com o outro era impossível, sempre diferente, inesperado.
O rouxinol cantava, cantava sem fadiga. Permitiu-se ao povo ver e ouvir aquela maravilha. Os pobres pescadores diziam:
— É lindo e canta bem, mas falta-lhe qualquer coisa …
Do verdadeiro rouxinol nunca mais houve notícias; já ninguém pensava nele.
Certa noite, estando o imperador deitado a deliciar-se com o canto do rouxinol mecânico, colocado em cima da mesa-de-cabeceira, ouviu-se um ruído “Tíup”! Partiu-se a corda do mecanismo; depois “Brrrr… ” e a música parou. O imperador saltou da cama, mandou vir o médico da corte, mas este não soube resolver a situação. Chamou-se então o relojoeiro, que consertou a corda e recomendou muita cautela, porque, com os parafusos gastos, podia quebrar- se novamente.
Foi grande o desgosto. O pássaro não podia agora cantar com frequência.
Cinco anos passaram.
Entre outros os cortesãos reinava a desolação, porque o seu amado imperador estava doente e não parecia ter hipóteses de cura. O sucessor fora já eleito. Muitos choravam, enquanto outros ansiavam por aclamar aquele que viria.
O velho imperador, estendido na cama, pálido e frio, lutava com a morte. À sua volta, uma quantidade de caras estranhas parecia esperar espreitar por entre as dobras da cortina de veludo; umas tinham expressões de maldade, outras aparentavam simpatia. Representavam as boas e más acções que o imperador praticara. Este, no meio da aflição, só pedia:
— Música! Música! Quero música!
Mas ninguém dava corda ao pássaro mecânico, porque o imperador estava sozinho. Consideravam-no já morto, e os cortesãos preparavam o palácio para receber o sucessor.
— Canta, ave preciosa, canta! — pedia o imperador moribundo.
A ave continuava muda, e o imperador sentia-se morrer, esmagado pelo silêncio confrangedor.
De repente, eleva-se no ar, junto da janela aberta, uma voz deliciosa. Era o rouxinol que, num ramo lá fora, tinha ouvido os gritos de aflição do seu imperador e viera confortá-lo.
A medida que ele cantava, o imperador sentia-se mais leve, melhorava, voltavam-lhe as forças, regressava à vida.
— Obrigado! Obrigado, pássaro celestial! Reconheço a tua voz! Esqueci-te inteiramente, e tu vieste livrar-me da morte com as suas negras visões que me afligiam. Como poderei recompensar-te?
— Já fui recompensado, quando em tempos vi lágrimas nos teus olhos enquanto me escutavas — replicou delicadamente o rouxinol.
— Fica sempre junto de mim. Cantarás quando quiseres e quebrarei em mil bocados o pássaro mecânico!
— Não faças isso! — replicou o rouxinol verdadeiro. — Ele fez o que podia. Conserva-o. Eu não posso instalar-me no palácio, mas virei, quando sentir desejos disso, e cantarei para ti, à noite, empoleirado neste ramo, junto da janela aberta, para te tornar feliz.
— Sim, farás como quiseres. O meu coração esperar-te-á sempre, para te receber com alegria e gratidão!
E quando os criados entraram, supondo encontrar o imperador já morto, viram-no, porém, sorrir e dizer calmamente:
— Bom dia!…

Hans Christian Handersen
O rouxinol do imperador
Porto, Ed. MAJORA, s/d 

 

E a pensar nesta linda história desenhámos nós os nosso rouxinóis. Só é pena não sairem do papel e cantarem para nós.

 

 

 

 

 

E finalmente a parte da história que vos falámos no inicio e que nos fez começar a contar esta nossa linda história.

 

A Vânia que costuma estar connosco no projeto “Com um pézinho na horta e uma mão na cozinha” juntou-se a nós nestas nossas descobertas e ajudou-nos a fazer uma deliciosa massa chinesa.

 

 

 

 

Na China come-se com pauzinhos chineses e nós também comemos a nossa massa com pauzinhos.

 

 

 

Deliciosa!


Um grande beijinho dos meninos e meninas da sala verde! Havemos de voltar, esperamos que tenham gostado.

 

Educadora Dulce Sousa